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FNAM forçou fim do bloqueio negocial do Governo que se recusava a dialogar

A FNAM conseguiu um avanço decisivo nas negociações com o Governo, forçando o fim de um bloqueio negocial e garantindo a abertura de um protocolo para discutir matérias estruturais fundamentais para a carreira médica do SNS.

CréditosAndré Kosters / Agência Lusa

Após uma prolongada disputa, o Governo aceitou, no passado dia 9 de janeiro, sentar-se à mesa para debater temas que, segundo a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), «sempre tentou afastar». O protocolo agora assinado inclui as exigências centrais dos médicos, que serão alvo de negociação formal e passam por tabelas remuneratórias; modelo de avaliação e progressão na carreira; reintegração do internato médico na carreira geral; revisão da jornada de trabalho semanal de 35 horas; ou regime de dedicação exclusiva, opcional e devidamente majorado.

Segundo comunicado da estrutura representativa dos médicos, este resultado foi alcançado após a FNAM ter esgotado «todos os instrumentos legais ao seu dispor» para quebrar o impasse. O processo culminou em duas reuniões-chave em Dezembro passado: uma na Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) com as Entidades Públicas Empresariais da Saúde, e outra perante um Juiz-Árbitro na Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), com representantes do Governo. Foi nesse âmbito que as propostas da FNAM foram formalmente entregues.

A federação enquadra esta vitória negocial no meio da «crise grave» que atravessa o SNS, citando situações extremas como partos em ambulâncias, esperas de dezenas de horas nas urgências, médicos a cuidar de mais de uma centena de doentes e hospitais sobrelotados. 

A FNAM argumenta que a melhoria das condições de trabalho dos médicos não é apenas uma reivindicação profissional, mas uma «exigência estrutural, indispensável para garantir a segurança dos doentes, a qualidade dos cuidados prestados e a salvaguarda de vidas humanas».

O comunicado da FNAM sublinha que o protocolo alcançado «põe fim ao bloqueio negocial com os médicos do SNS». No entanto, a federação deixa um aviso claro ao Governo e afirma que manterá uma «postura exigente e firme», exigindo «seriedade, transparência e respeito institucional, livre de manobras paralelas» nos complexos embates que se avizinham.

A bola está agora no campo da negociação, com os médicos a esperarem que as promessas de diálogo sobre os problemas de fundo da profissão se traduzam em acordos concretos e rápidos.

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