Trabalhadores da Transtejo em luta

Os trabalhadores da Transtejo decidiram avançar com uma nova greve parcial de dois dias para contestar problemas da frota e exigir a revisão do acordo de empresa.

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Os trabalhadores da Transtejo continuam à espera da publicação da revisão do acordo de empresa
Os trabalhadores da Transtejo continuam à espera da publicação da revisão do acordo de empresaCréditos / CC-BY-SA 3.0

Os trabalhadores realizaram ontem um plenário em Cacilhas, Almada, que levou à paralisação, durante um período da tarde, das embarcações que fazem o percurso entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa.

«Os trabalhadores avaliaram a greve realizada [a 28 de Março] e decidiram avançar para mais dois dias de greve parcial, três horas por turno. Apesar de ainda não ter a data concreta, estamos a apontar para que se realize nos dias 26 e 27 de Abril», disse à agência Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e da Marinha Mercante, filiado na Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN).

O dirigente sindical explicou que os trabalhadores estão preocupados com o processo de revisão do Acordo de Empresa e com o estado das embarcações.

«Defendemos a publicação da revisão do Acordo de Empresa, para a qual já existe um pré-acordo, e também é preciso intervir na frota, que está numa situação caótica. Temos embarcações com mais de 40 anos e é preciso que se pense numa renovação da frota, de modo a que o serviço funcione sem problemas», explicou.

Os trabalhadores informaram que a administração decidiu vender um navio da frota, e que iria vender mais «se não tivesse sido invertida a privatização da empresa». Acresce o facto de os restantes navios terem os seus certificados de navegabilidade caducados, sendo que os certificados dos pontões estão em idêntica situação, «prestes a expirar». Os trabalhadores sublinham que, se estão a trabalhar com menos navios, não se consegue praticar os horários em vigor e uma das consequências são as lotações completas. Consideram ainda que é manifestamente insuficiente navegarem oito navios em hora de ponta.

Representantes do Governo garantiram que, até ao final de Fevereiro, a nova administração iria apresentar «um plano de intervenção e manutenção da frota», mas até hoje não há resposta.

Com agência Lusa
 

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