Trabalhadores da EMEF em greve a 28 de Março

Tendo em conta que a empresa não responde a um conjunto de reivindicações, os trabalhadores da EMEF decidiram fazer greve no dia 28 de Março com um plenário nacional. Entre outras questões, defendem aumentos salariais e o fim da precariedade na empresa.

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Os dez trabalhadores despedidos da EMEF ocupavam postos de trabalho permanente e são necessários nas oficinas de Santa Apolónia
Os dez trabalhadores despedidos da EMEF ocupavam postos de trabalho permanente e são necessários nas oficinas de Santa ApolóniaCréditosMário Cruz / Agência LUSA

Os trabalhadores decidiram em vários plenários realizados recentemente que iriam paralisar durante o dia 28 deste mês, participando, da parte da manhã, num plenário nacional em frente às instalações da EMEF, na Reboleira, e da parte da tarde na manifestação nacional da juventude.

Pode ler-se no comunicado do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) que os trabalhadores exigem da empresa o início imediato das negociações da contratação colectiva vigente, com vários objectivos. Destaca-se a exigência de valorização dos salários, a actualização das restantes cláusulas de expressão pecuniária e a valorização do subsídio de turno. Também reclamam a negociação do regulamento de carreiras, «de forma a abrir perspectivas de progressão», uma melhor definição das categorias profissionais e a definição de regras de evolução na carreira profissional.

No documento é ainda exigido o fim da precariedade na empresa, defendendo os trabalhadores que quem está com vínculo precário seja colocado nos quadros da empresa e que se inicie o recrutamento de novos trabalhadores de forma «a permitir o normal funcionamento da empresa». Para o sindicato, «o desenvolvimento e garantia da qualidade de serviço da EMEF faz-se com trabalhadores altamente especializados, o que só se consegue com a perspectiva de manutenção do emprego por parte dos trabalhadores».

O comunicado sublinha igualmente que os trabalhadores reivindicam a reintegração da EMEF na CP, para garantir «o futuro das oficinas da CP como empresa pública integrada na reunificação do sector ferroviário com uma gestão única».

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