Trabalhadores da cimenteira Secil exigem aumentos salariais

Os trabalhadores da empresa cimenteira Secil, no Outão, realizaram hoje um plenário onde admitiram recorrer a diversas formas de luta, incluindo a greve, para exigir a retoma da negociação de aumentos salariais.

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Cimenteira Secil, no Outão, Setúbal
Cimenteira Secil, no Outão, SetúbalCréditos / SetúbalTV

Os trabalhadores demonstraram o seu repúdio quanto à decisão unilateral da Secil de encerramento do processo negocial dos aumentos salariais para 2016. Defendem assim o aumento dos salários para 2017, no valor de 4% sobre as tabelas salariais actualmente praticadas na empresa, bem como nas restantes matérias pecuniárias, com vigência a 1 de Janeiro. Esta proposta foi aprovada por unanimidade num plenário anterior, realizado no dia 21 de Dezembro.

Depois de quase sete anos sem qualquer acordo no que diz respeito ao aumento salarial, os trabalhadores exigem da empresa a negociação efectiva da sua proposta.

«A proposta reivindicativa vai ser assinada pelos trabalhadores e entregue à administração da Secil. Os trabalhadores estão disponíveis para o diálogo, mas também estão prontos para encetar todas as formas de luta necessárias, sem deixar nenhuma de parte», afirmou, em conferência de imprensa, Pedro Jorge, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Cerâmica e Construção do Sul e Regiões Autónomas.

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