|Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos

Plano de reestruturação implica despedimentos e encerramento de balcões

Aumento de capital público avança na Caixa

A Caixa Geral de Depósitos vai avançar com o encerramento de 200 agências e a saída de 2200 trabalhadores até 2020. O processo de recapitalização foi confirmada pela Comissão Europeia.

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Paulo Macedo e Rui Vilar na apresentação dos resultados da Caixa Geral de Depósitos
Paulo Macedo e Rui Vilar na apresentação dos resultados da Caixa Geral de DepósitosCréditosAntónio Cotrim / Agência LUSA

No dia em que, tal como esperado, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) apresentou prejuízos resultantes das elevadas imparidades que teve que constituir, a administração liderada por Paulo Macedo anunciou o encerramento de 200 agências e a saída de 2218 trabalhadores até 2020. Nas últimas semanas têm sido noticiados encerramentos de agências do banco público, enfrentando a contestação das populações e das autarquias.

Os prejuízos – 1,9 mil milhões de euros – resulta de imparidades no valor de 3 mil milhões de euros, ou seja, o reconhecimento de perdas avultadas com créditos concedidos e que a administração considera irrecuperáveis. Nestes, contam-se empréstimos a negócios que se revelaram ruinosos, sem garantias, ou a operações especulativas, como foi o caso da guerra de poder no BCP. Apesar do prejuízo apresentado, a CGD registou um resultado operacional positivo, ou seja, excluídos efeitos financeiros como o registo de imparidades.

Com a apresentação dos resultados da Caixa em 2016, o processo de recapitalização deve avançar para uma nova fase. Depois de em Janeiro terem sido transformados os 900 milhões de euros injectados pelo anterior governo na CGD em capital, agora concretiza-se o aumento de capital no valor de 2,5 mil milhões de euros. Ontem, a Comissão Europeia confirmou que não considera a operação uma ajuda de Estado, o que significa que o País não será penalizado, nomeadamente na contabilização do défice das contas públicas.

A recapitalização da CGD foi sendo sucessivamente adiada pelo governo do PSD e do CDS-PP, uma situação que fragilizou a capacidade de o banco público apoiar a economia portuguesa. 

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