Em defesa da exploração dos baldios

A população do Barrocal, no concelho de Pombal, protestou contra a tentativa de alargamento da exploração de pedra por parte da empresa Iberobrita naquela serra, sem que fossem ouvidos os benificiários dos baldios.

http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/baldios-resize.jpg?itok=T_YUc2O5
Os baldios podem ser uma importante fonte de rendimentos das comunidades que deles beneficiam
Os baldios podem ser uma importante fonte de rendimentos das comunidades que deles beneficiam Créditos / Agronegócios.eu

Mais de 50 pessoas participaram no protesto, no passado sábado, entre compartes (moradores de uma ou mais freguesias ou parte delas que, segundo os usos e costumes, têm direito ao uso e fruição do baldio), proprietários, habitantes das zonas limítrofes e o Grupo de Protecção da Sicó.

Segundo informações do Conselho Directivo da Associação de Compartes, os cerca de 800 compartes beneficiários daqueles baldios nunca foram ouvidos sobre esta exploração, que é feita há 40 anos.

A população utilizava os baldios para a produção da pequena agricultura e criação de gado e hoje está impedida de o fazer devido à exploração de pedra. Para além deste impedimento, há quatro décadas que a população do Barrocal sofre os impactos negativos daquela exploração – o pó constante, os camiões que diariamente passam no lugar, o barulho dos rebentamentos e as fendas que se vão abrindo nas casas.

Caso se verifique o alargamento da exploração, mais terrenos agrícolas irão sofrer estas consequências. A empresa paga à Câmara Municipal uma renda anual, que foi reduzida sem que a população perceba a razão, passando de 74 819 euros para 40 000 euros. A Associação de Compartes afirma nunca ter sido ouvida relativamente a este assunto e a população não beneficia de qualquer rendimento da exploração.

0 Comentários

no artigo "Em defesa da exploração dos baldios