«Caixa em Almeida, sim!»

Centenas de manifestantes manifestaram-se contra o fecho da agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Almeida e exigiram a sua manutenção naquela vila do distrito da Guarda.

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Os almeidenses estão dispostos a dormir junto das instalações da agência para evitar o seu encerramento
Os almeidenses estão dispostos a dormir junto das instalações da agência para evitar o seu encerramentoCréditos / AbrilAbril

No protesto realizado ontem no Largo 25 de Abril, no exterior das muralhas da vila, participaram centenas de habitantes e autarcas, entre eles o presidente do município e a presidente da Junta de Freguesia de Almeida.

Com o propósito de alertar a administração da CGD para a necessidade da manutenção da agência local, cujo encerramento foi já anunciado para o dia 27 de Abril, os habitantes de Almeida levaram várias mensagens estampadas em cartazes. «Caixa em Almeida Sim! Mais um deserto no interior, não»; «Almeida é a única sede de concelho sem agência da CGD»; «Encerrar a CGD em Almeida é crime nacional», foram algumas das palavras de ordem. 

Em declarações à agência Lusa, a habitante Cândida Silva, de 80 anos, disse que «a luta continua» e que a CGD «não pode fechar». Neste sentido, garantiu que, se for necessário, os habitantes dormirão junto das instalações da agência para evitar que encerre. Para Leonel Ferreira, de 73 anos, o fecho do balcão do banco público representa «o princípio do fim da vila», somando-se o incómodo de os habitantes de Almeida serem obrigados a deslocar-se a Vilar Formoso, a cerca de 20 quilómetros. 

Solidários com o protesto, estiveram presentes também os deputados Moisés Ferreira, do BE, e o comunista Paulo Sá. Segundo este, a luta «é justa» e os habitantes de Almeida podem contar com o PCP para tentar reverter a decisão do fecho da agência da caixa.

Para dia 19, às 9h, está marcada nova manifestação, caso a administração da CGD não mude de ideias em relação ao fecho do balcão. O último protesto, dinamizado pela Junta de Freguesia de Almeida e a população, aconteceu no passado dia 24 de Março. Um comunicado divulgado então pela junta denunciava que «esta é uma situação que se reveste de especial gravidade, tendo em conta os serviços que ao longo dos últimos anos têm abandonado a sede do concelho, com as inevitáveis e nefastas consequências para os seus habitantes».

São 61 os balcões da CGD identificados no documento enviado pelo presidente do conselho de administração do banco público, Rui Vilar, ao presidente da comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da CGD. Destes, o encerramento do balcão de Almeida é o único previsto numa sede de concelho. 

Segundo informação dada ontem por Paulo Macedo, a CGD já pediu autorização ao Banco de Portugal para ter um serviço móvel de balcões, com carrinhas que vão a zonas rurais e com populações envelhecidas prestar serviços bancários. Resta saber qual será o futuro dos trabalhadores. 


Com Agência Lusa

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