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Milhares em Buenos Aires pela activação da emergência social

Mais de 200 mil pessoas manifestaram-se, esta segunda-feira, na capital argentina para exigir a implementação imediata da Lei de Emergência Social, tendo em conta o elevado desemprego e as grandes dificuldades com que se confrontam amplos sectores da sociedade.

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Mais de 200 mil pessoas exigiram a implementação imediata da Lei de Emergência Social, face às dificuldades com que os argentinos se confrontam. 7 de Agosto de 2017
Mais de 200 mil pessoas exigiram a implementação imediata da Lei de Emergência Social, face às dificuldades com que os argentinos se confrontam. 7 de Agosto de 2017Créditos / hd.clarin.com

Com o lema «Pão, paz, terra, tecto e trabalho», e apoiada por um vasto leque de organizações sindicais, sociais e agrícolas de todo o país, a mobilização percorreu vários quilómetros na capital argentina, ligando o bairro de Liniers, onde fica a igreja de São Caetano e o estádio do Vélez Sarsfield, à Praça de Maio.

No início da marcha, Daniel Menéndez, dirigente do colectivo Bairros de Pé, disse à TeleSur que na Praça de Maio iam estar milhares «para pedir uma mudança de política económica», a «plena implementação da Emergência Social», bem como «a Emergência Alimentar».

A necessidade urgente de que o governo argentino «cumpra» a Emergência Social foi expressa por Juan Carlos Aldrete, da Corrente Classista e Combativa. À TeleSur explicou que «os refeitórios estão a fazer magia para que a comida dê» e que «a situação nos bairros é lamentável, a droga é um flagelo tremendo para as famílias e que não há locais de atendimento gratuitos».

Por seu lado, Esteban Castro, secretário-geral de Confederação dos Trabalhadores da Economia Popular (CTEP), disse ao Resumen Latinoamericano: «Viemos exigir os nossos direitos de Paz, Pão, Terra, Tecto e Trabalho, que consideramos direitos básicos e que devem ser garantidos a todas as pessoas.»

Desemprego elevado, marca de Macri

A taxa de desemprego, que era de 7,6% no quarto trimestre de 2016, situou-se nos 9,2% no final do primeiro semestre deste ano. A percentagem aponta para 1,6 milhões de argentinos que, em idade de trabalhar, não conseguem emprego.

«A taxa de desemprego apresenta um aumento estatisticamente significativo», afirmou o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) – um facto que já se tornou característico no governo de Macri. O caso é ainda mais grave no que respeita ao desemprego juvenil, que atinge 24,6% dos jovens com menos de 25 anos.

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